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  • Zé Milton 1111: 11 razões que explicam por que seu nome ganha força para deputado federal!

    Autoria: Douglas Silvano.

    Depois de quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Zé Milton Scheffer decidiu subir mais um degrau na carreira política. O ex-prefeito de Sombrio disputa em 2026 uma cadeira de deputado federal pelo Progressistas, com o número 1111.

    A candidatura está deferida pela Justiça Eleitoral e coloca diante dos catarinenses um político que passou pela administração municipal, por entidades representativas dos municípios e por mais de 15 anos de atuação no Legislativo estadual.

    Por que Zé Milton chega com experiência à disputa federal?

    1. Quatro eleições consecutivas para deputado estadual

    Zé Milton chegou à Assembleia Legislativa depois das eleições de 2010, quando recebeu 38.542 votos. Desde então, conseguiu renovar o mandato em todas as oportunidades seguintes.

    Foi novamente eleito em 2014, 2018 e 2022. Na última disputa estadual, alcançou 56.585 votos, sua maior votação para deputado estadual. O resultado garantiu o quarto mandato consecutivo na Alesc.

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    Esse histórico significa que Zé Milton chega à eleição federal sem precisar apresentar ao eleitor apenas promessas sobre como pretende atuar em um Legislativo. Há mais de uma década de atividade parlamentar que pode ser analisada.

    2. Antes de ser deputado, foi prefeito duas vezes

    A experiência política de Zé Milton não começou em Florianópolis. Antes da Assembleia, ele comandou a Prefeitura de Sombrio por dois mandatos.

    Foi eleito prefeito em 2000 e reeleito em 2004, permanecendo no Executivo municipal entre 2001 e 2008.

    Passar por uma prefeitura também oferece uma visão diferente sobre o funcionamento do poder público. Um prefeito precisa lidar diretamente com orçamento, obras, saúde, educação, servidores e, principalmente, com a necessidade de buscar recursos nos governos estadual e federal.

    Para alguém que pretende ocupar uma cadeira em Brasília, conhecer o outro lado dessa relação pode ser um ativo político importante.

    3. Já representou os municípios catarinenses

    A trajetória municipalista de Zé Milton também ultrapassou Sombrio.

    Ele presidiu a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (AMESC) e posteriormente chegou ao comando da Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

    Na prática, isso colocou o político em contato com demandas de administrações municipais muito antes de assumir uma cadeira de deputado estadual.

    Essa experiência ajuda a explicar por que o municipalismo aparece repetidamente entre as bandeiras defendidas por Zé Milton durante sua passagem pela Assembleia.

    4. Agricultura não é apenas uma bandeira eleitoral para ele

    Há políticos que passam a defender determinado setor depois que chegam ao Legislativo. No caso de Zé Milton, a ligação com o agronegócio começou profissionalmente.

    Ele é engenheiro agrônomo, técnico agrícola e servidor concursado da Epagri. Também trabalhou em escritórios da empresa em municípios do Sul catarinense, foi diretor administrativo e financeiro da instituição e exerceu o cargo de secretário de Agricultura de Sombrio.

    Na Assembleia, presidiu a Comissão de Agricultura e Política Rural e acompanhou temas como estiagem, pesquisa agropecuária, custos de produção e políticas voltadas aos produtores.

    Santa Catarina possui forte presença da agricultura familiar e do agronegócio em sua economia. Por isso, a experiência técnica anterior à vida parlamentar é um elemento que diferencia a trajetória de Zé Milton nessa área.

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    5. A saúde se transformou em uma de suas marcas

    Outra área que acompanhou Zé Milton durante diferentes mandatos foi a saúde.

    A própria Assembleia Legislativa já destacou sua atuação na defesa dos hospitais filantrópicos e apontou saúde, agricultura e municipalismo como três das principais bandeiras de seu mandato.

    O parlamentar também presidiu a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Catarinense e participou de discussões sobre financiamento hospitalar, ampliação de leitos e estrutura de atendimento.

    Relatório de atividades da Alesc registra, por exemplo, atuação relacionada à inclusão de pequenos hospitais na política hospitalar catarinense, clínicas de nefrologia e ampliação de leitos de UTI.

    Em Brasília, saúde é justamente uma das áreas em que deputados federais podem atuar por meio do orçamento da União e das emendas parlamentares.

    6. Há recursos destinados a diferentes municípios no histórico do mandato

    Um dos critérios que podem ser utilizados para avaliar um parlamentar é observar onde foram destinados os recursos disponíveis durante o mandato.

    O levantamento do portal Meus Políticos lista 91 emendas no histórico exibido de Zé Milton e aproximadamente R$ 16,6 milhões pagos ou liberados no conjunto apresentado pelo sistema no momento da consulta.

    Entre os municípios que aparecem nas maiores destinações estão São João do Sul, Balneário Arroio do Silva, Capivari de Baixo, Ituporanga e Forquilhinha.

    Somente em registros de 2026, o levantamento aponta R$ 700 mil para aquisição de caminhão-caçamba em São João do Sul, R$ 500 mil para pavimentação em Ituporanga e R$ 500 mil para construção de um Centro de Educação Infantil em Forquilhinha.

    7. O mandato não ficou restrito a Sombrio

    É natural que Zé Milton tenha uma presença política mais forte no Extremo Sul. A própria biografia oficial da Assembleia identifica essa região como sua base eleitoral.

    Mas os registros de emendas mostram recursos destinados também a municípios de outras partes de Santa Catarina.

    Essa característica ganha importância em 2026 porque deputado federal não representa apenas sua cidade de origem. O eleito passa a integrar a bancada catarinense na Câmara e precisa dialogar com demandas provenientes de diferentes regiões do estado.

    A mudança de deputado estadual para federal exige justamente essa expansão de território político.

    8. Já ocupou funções que exigem negociação política

    Um deputado não trabalha somente apresentando projetos ou destinando recursos.

    Grande parte do trabalho legislativo envolve negociação.

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    Zé Milton teve experiência direta nessa área ao exercer a liderança do Governo Carlos Moisés na Assembleia Legislativa em dois períodos de 2021.

    Ao avaliar posteriormente essa experiência, o parlamentar afirmou que a função lhe permitiu ampliar o diálogo com outros deputados e aprofundar o conhecimento sobre a máquina pública estadual.

    Essa capacidade de articulação tende a ser ainda mais exigida na Câmara dos Deputados, onde estão reunidos parlamentares de todos os estados, partidos e correntes políticas do país.

    9. Passou por diferentes áreas dentro da Assembleia

    Os quatro mandatos também deram a Zé Milton experiência em diferentes comissões permanentes da Alesc.

    Ao longo de sua trajetória, participou de comissões relacionadas à Saúde, Agricultura, Finanças e Tributação, Pesca e Aquicultura, Trabalho e Administração Pública e Direitos da Pessoa com Deficiência, entre outras.

    Também presidiu a Comissão de Agricultura e Política Rural e participou de comissões especiais em momentos importantes para Santa Catarina.

    Isso dá ao candidato uma bagagem legislativa mais ampla do que a experiência concentrada em apenas uma área temática.

    10. A candidatura federal representa um passo natural dentro de sua trajetória

    A carreira de Zé Milton avançou gradativamente.

    Primeiro veio a experiência profissional e administrativa ligada à agricultura. Depois, a Prefeitura de Sombrio. Em seguida, AMESC e Fecam. Posteriormente, quatro mandatos na Assembleia.

    Em 2026, o próximo passo escolhido foi a Câmara dos Deputados.

    Zé Milton concorre pelo Progressistas, número 1111, e sua candidatura aparece como deferida nos dados eleitorais atualizados em setembro.

    Ao contrário de uma candidatura lançada diretamente para Brasília, portanto, sua tentativa de chegar ao Congresso ocorre depois de uma longa passagem por diferentes níveis da política catarinense.

    11. A estratégia tenta colocar o Extremo Sul em Florianópolis e Brasília ao mesmo tempo

    Há ainda um componente regional por trás da eleição de 2026.

    Durante quatro mandatos, Zé Milton ocupou na Assembleia um espaço político fortemente ligado ao Extremo Sul catarinense. Agora, ao concorrer a deputado federal, deixa aberta a disputa por essa representação estadual.

    É nesse cenário que surge a candidatura de Evandro Scaini a deputado estadual pelo PP, apresentada politicamente como uma tentativa de manter a representação do grupo e da região em Florianópolis enquanto Zé Milton busca Brasília.

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    A ideia cria uma divisão clara de funções: Scaini tenta conquistar uma cadeira na Alesc e Zé Milton tenta ampliar a representação para a Câmara dos Deputados.

    Se os dois forem bem-sucedidos nas urnas, o grupo político que anteriormente possuía Zé Milton como principal representante estadual poderá passar a ter presença simultânea nas esferas estadual e federal.

    De Sombrio para Brasília

    A candidatura de Zé Milton em 2026 não começa do zero.

    Há dois mandatos como prefeito, presidências da AMESC e da Fecam, formação e experiência profissional na agricultura e quatro eleições consecutivas para a Assembleia Legislativa.

    Também existe um histórico parlamentar que permite ao eleitor comparar discurso e atuação: saúde, agricultura, municípios, articulação política e destinação de recursos aparecem repetidamente ao longo de sua trajetória.

    A grande questão de 2026 é saber se essa experiência acumulada em Santa Catarina será suficiente para levá-lo ao próximo endereço político de sua carreira.

    Depois de anos no Gabinete 25 da Assembleia Legislativa, Zé Milton coloca o 1111 nas urnas e tenta trocar Florianópolis por Brasília.

    Fontes utilizadas

    • Assembleia Legislativa de Santa Catarina — Memória Política: biografia de Zé Milton. Acessar a fonte
    • Assembleia Legislativa — perfil e atuação atual de José Milton Scheffer. Acessar a fonte
    • Assembleia Legislativa — Saúde, agricultura e municipalismo como bandeiras do mandato. Acessar a fonte
    • Assembleia Legislativa — cirurgias eletivas, agricultura e experiência na liderança do governo. Acessar a fonte
    • Transparência da Alesc — relatório de atividades envolvendo saúde, agricultura e municípios. Consultar relatório
    • Meus Políticos — levantamento das emendas parlamentares de Zé Milton. Consultar as emendas
    • Assembleia Legislativa — reeleição para o quarto mandato, com 56.585 votos em 2022. Acessar a fonte
    • Agência Sertão — registro eleitoral de Zé Milton para deputado federal em 2026. Consultar candidatura
    • Tribuna do Paraná — dados da candidatura 1111 derivados do TSE e situação deferida. Consultar candidatura
  • Gabinete 25: 11 razões para Scaini ser o sucessor de Zé Milton em Florianópolis!

    O Gabinete 25, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, está há anos associado ao trabalho do deputado estadual Zé Milton Scheffer. Em 2026, porém, o Progressistas desenhou uma mudança: Zé Milton disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados, enquanto Evandro Scaini tenta ocupar o espaço político deixado pelo parlamentar na Alesc.

    Scaini concorre a deputado estadual pelo PP com o número 11234, enquanto Zé Milton é candidato a deputado federal pelo mesmo partido, com o número 1111. Os dois aparecem com candidatura deferida nos dados eleitorais consultados em setembro de 2026.

    O próprio Zé Milton ocupa oficialmente o Gabinete 25 na Assembleia Legislativa.

    Por que Scaini aparece como sucessor político de Zé Milton?

    Gabinete 25
    Fonte: divulgação.

    1. O convite partiu do próprio Zé Milton

    Talvez este seja o elemento mais direto de toda a construção. Em entrevista concedida em setembro de 2026, Evandro Scaini afirmou que recebeu de Zé Milton o convite para disputar uma cadeira na Assembleia e ocupar o espaço que o atual deputado vem construindo ao longo de quatro mandatos.

    Ao explicar sua candidatura, Scaini disse que a intenção é preservar uma representação estadual do Vale do Araranguá enquanto Zé Milton tenta levar a região novamente à Câmara dos Deputados. Portanto, a ideia de sucessão não nasceu apenas de uma interpretação eleitoral: ela foi verbalizada pelos próprios envolvidos.

    2. Zé Milton sobe para federal e abre espaço na Alesc

    Zé Milton não está concorrendo ao quinto mandato consecutivo de deputado estadual. Em 2026, o político de Sombrio aparece nas urnas como candidato a deputado federal pelo PP, número 1111.

    Esse movimento naturalmente abriu uma lacuna dentro do Progressistas no Extremo Sul. Scaini passou a ser trabalhado justamente para disputar esse espaço na Assembleia, criando uma dobradinha em que um busca Brasília e o outro Florianópolis.

    3. Scaini já foi eleito prefeito quatro vezes

    Fonte: divulgação.

    Poucos candidatos chegam a uma disputa estadual com quatro eleições para prefeito no currículo. Evandro Scaini venceu em Balneário Arroio do Silva em 2008, 2012, 2020 e 2024.

    Ao tomar posse em janeiro de 2025, a própria Prefeitura de Balneário Arroio do Silva registrou oficialmente o início de seu quarto mandato. Na eleição de 2024, Scaini recebeu 5.618 votos e conquistou novamente a prefeitura.

    Essa sequência oferece ao candidato uma experiência administrativa diferente daquela de quem chega à eleição estadual tendo passado somente pelo Legislativo. Foram anos lidando diretamente com orçamento municipal, convênios, secretarias, obras e relacionamento com os governos estadual e federal.

    4. Seu grupo conseguiu manter a prefeitura mesmo quando ele não podia disputar

    Há ainda um episódio importante na trajetória eleitoral de Scaini. Depois de governar entre 2009 e 2016, ele não podia disputar um terceiro mandato consecutivo. Na eleição seguinte, Juscelino Guimarães, o Mineiro, do mesmo PSD de Scaini naquele momento, venceu e assumiu a prefeitura em 2017.

    Na cobertura política da época, a imprensa regional chegou a registrar que Scaini havia “feito seu sucessor”. Quatro anos depois, ele retornaria à disputa municipal e voltaria a vencer a eleição de 2020.

    O episódio ajuda a explicar por que seu nome possui peso político além de uma única eleição: Scaini demonstrou capacidade não apenas de obter votos pessoalmente, mas de participar da construção de um grupo eleitoral competitivo no município.

    5. A disputa estadual não é totalmente nova para ele

    Scaini também não chega a 2026 enfrentando pela primeira vez uma eleição para deputado estadual. Em 2018, quando estava no PSD, disputou uma cadeira na Alesc e recebeu 16.555 votos, espalhados por centenas de municípios catarinenses, ficando como suplente.

    A experiência permite que a campanha atual parta de uma base diferente daquela de um candidato estadual estreante. O próprio cenário partidário também mudou: agora Scaini está no PP e disputa ao lado de Zé Milton dentro de uma estratégia conjunta.

    6. A candidatura foi construída com caráter regional na AMESC

    Fonte: Prefeitura de Arroio do Silva.

    A estratégia política do Progressistas tem apresentado Zé Milton e Evandro Scaini como uma dupla de representação do Extremo Sul: um para deputado federal e outro para deputado estadual.

    Após a convenção de 2026, veículos regionais destacaram a homologação das duas candidaturas como um movimento para reforçar a representação política da região da AMESC. Em Sombrio, município de origem de Zé Milton, o PP também formalizou apoio às duas candidaturas ainda durante a fase de pré-campanha.

    7. Mais de 42 quilômetros de ruas e avenidas pavimentadas

    Um dos principais cartões de visita administrativos apresentados pela gestão de Scaini está na infraestrutura. Levantamento divulgado em janeiro de 2026 apontou que, desde 2021, sua administração havia pavimentado mais de 42 mil metros de ruas e avenidas de Balneário Arroio do Silva.

    Somente entre 2021 e 2024, foram registrados 28.219 metros de pavimentação com lajotas e outros 3.570 metros de asfalto. Nos primeiros meses do mandato iniciado em 2025, novos trechos foram acrescentados ao levantamento.

    É justamente a experiência com obras municipais que Scaini tenta transportar para o discurso estadual: usar a passagem pela prefeitura como demonstração de conhecimento sobre como municípios apresentam projetos, buscam convênios e transformam recursos estaduais em obras.

    8. Articulação de milhões em investimentos

    Outro elemento da passagem pela prefeitura foi a busca por recursos externos. Em maio de 2025, após reuniões com o Governo de Santa Catarina, Balneário Arroio do Silva anunciou R$ 12,6 milhões em investimentos estaduais.

    O pacote envolvia projetos como extensão do calçadão, pavimentação do Acesso Norte, continuação do asfalto em direção à Lagoinha e obras de calçamento e drenagem.

    Em março de 2026, pouco antes de deixar a prefeitura, a administração municipal também assinou contrato de R$ 10 milhões via FINISA, da Caixa Econômica Federal, destinado a infraestrutura urbana e pavimentação.

    A capacidade de dialogar com diferentes esferas do poder público é especialmente relevante para um eventual mandato estadual, já que uma parcela importante do trabalho de um deputado envolve justamente a interlocução entre municípios e Governo do Estado.

    9. Saúde ganhou espaço entre as ações e as propostas

    Fonte: Prefeitura de Arroio do Silva.

    Ao deixar a prefeitura em março de 2026, Scaini relacionou entre as realizações de sua administração a instalação do SAMU no município, a ampliação do horário de atendimento na saúde até as 21h e outras melhorias no setor.

    Na campanha estadual, o tema ganhou uma dimensão regional. Entre as principais propostas apresentadas por Scaini está a implantação de atendimento oncológico no Hospital Regional de Araranguá, reduzindo a necessidade de pacientes do Extremo Sul se deslocarem repetidamente até Criciúma para tratamento.

    A pauta também mantém uma ligação política com Zé Milton, que construiu parte de seus mandatos em torno da defesa dos hospitais catarinenses e da saúde regional.

    10. Educação especial virou uma das bandeiras para o Estado

    Na prestação de contas realizada quando deixou a prefeitura, Scaini destacou distribuição de uniformes e materiais escolares, valorização de professores e investimentos em formação relacionada à educação especial.

    Já como candidato a deputado estadual, ele passou a defender a ampliação dessa experiência para a rede estadual, incluindo qualificação de professores, atenção às crianças atípicas e melhoria da estrutura destinada à educação especial.

    Scaini defende cursos de especialização para profissionais da rede estadual e espaços específicos dentro das unidades escolares para atendimento de estudantes que necessitam desse suporte.

    11. A proposta é continuar algumas bandeiras de Zé Milton, mas construir identidade própria

    A sucessão política também aparece nas áreas escolhidas para um eventual mandato. Scaini já declarou que pretende continuar acompanhando a política de apoio aos hospitais filantrópicos, uma das bandeiras de Zé Milton na Assembleia.

    Ao mesmo tempo, apresenta temas próprios: oncologia no Hospital Regional de Araranguá, aumento dos efetivos das polícias Militar e Civil no Sul, educação especial e autismo, além da defesa de setores agrícolas como arroz, leite, cebola, mel, maracujá e pitaia.

    O candidato também afirma que pretende combinar demandas municipais — pavimentações, escolas, unidades de saúde e assistência social — com projetos regionais maiores. A ideia expressa por ele é que um deputado do Extremo Sul tenha uma identidade relacionada às necessidades da região, sem limitar a atuação aos municípios onde concentrou sua votação.

    Do Gabinete 25 para uma nova configuração política

    A eleição de 2026 pode representar uma mudança significativa na representação do Progressistas no Extremo Sul. Zé Milton, natural de Sombrio e deputado estadual por quatro mandatos, tenta chegar a Brasília.

    Evandro Scaini, depois de quatro eleições para prefeito e uma passagem anterior pelas urnas estaduais, busca Florianópolis.

    A passagem simbólica do Gabinete 25 não depende apenas de pertencer ao mesmo partido. Ela está sendo construída a partir de uma aliança explícita entre os dois candidatos, do apoio de lideranças municipais e da estratégia de manter representação tanto na Assembleia Legislativa quanto, caso Zé Milton seja eleito, na Câmara dos Deputados.

    Se o eleitorado confirmará essa sucessão nas urnas é uma questão que só será respondida em outubro. Mas, politicamente, a tentativa de transferência de espaço já está em andamento: Zé Milton disputa Brasília e Scaini, com o 11234, tenta transformar quatro mandatos no Executivo municipal em sua primeira cadeira na Assembleia Legislativa.

    Fontes utilizadas